sábado, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Beirutando Na Praça. O Evento: 30 de Agosto de 2009

Segundo os preceitos da integração nacional de música e espaço urbano , vem aí um evento que será lindo maravilhoso.

Beirutando Na Praça. Simples e resumidamente é um evento de repercussão nacional no qual pessoas de todo o Brasil apresentarão músicas do Beirut em algum espaço público. Não só um cover é também uma releitura e uma nova dinamização desse grupo já tão dinâmico e inovador.

O Beirut é uma banda formada por Zach Condon, um americano parrudo que bota pra quebrar em composições que não tardam a pegar. Difundido nacionalmente por ser tema da série Capitu pela Globo, quem ainda não conheceu deve correr atrás. Quem já conhece vai deliciar-se com as apresentações do Beirutando Na Praça.

O evento ocorrerá dia 30 DE AGOSTO DE 2009. Aqui em São Paulo será no Parque do Ibirapuera às por volta das 14hs, perto do MAM e será registrado profissionalmente.

Para quem ainda não conhece o Beirutando, vale a pena conferir: Cliquot - Beirutando

Para quem quiser saber mais do projeto e acompanhar as novidades: Comunidade do Orkut
http://www.myspace.com/beirutando http://www.youtube.com/Beirutando http://beirutando.wordpress.com/ www.twitter.com/Beirutando

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bagunça.

Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.


O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha. (...)
Gregório de Matos


Polícia é necessário. Políticos, muito infelizmente, são necessários às vezes. Mídia é necessária. Movimento Estudantil é mais necessário do que se imagina.O problema nesse mundo é que nada funciona como deveria. A polícia é meliante. Os políticos nem merecem ser comentados. A mídia é tendenciosa. E o movimento estudantil é burro. Nada que nenhuma pessoa não saiba, mas talvez não saibam aplicar as vergonhas em seus cotidianos.Muitas pessoas me reprimem por expor ideais utópicos, mas pra quê abandonar a crença que as coisas possam dar certo? A nossa sociedade está anestesiada de tanta pacholagem, mas o epicentro dessa desgraça está em cada um. O Prof. Edson Alberto C. Ferreira palestrou que é necessário acreditar e lutar, desde que se esteja acima de suas próprias utopias. Esse é meu artigo, inútil para aqueles que veem o problema sempre um passo a frente.


Maio - Junho de 2007 - Ocupação na reitoria da USP.
Estudantes da Universidade de São Paulo ocupam a reitoria reinvidicando uma maior democratização no ensino público. De um lado expuseram uma nova força de expressão estudantil. De outro, depredaram aquilo que vem do dinheiro público. Por ainda outro lado, a mídia faz seu papel. Bagunça.

ver:

Bagunça.
Bagunça..
Bagunça...


16 de Outubro de 2008 - Guerra entre polícias.
Polícia Civil, em manifestação, entra em conflito com a Polícia Militar. Vergonha.

Vergonha, vergonha, vergonha.


9 de Junho de 2009 - Invasão da Polícia Militar na USP.
Greve na USP. Funcionários traziam em pauta a readmissão do sindicalista Brandão e o reajuste salarial, que não vem desde 1994. A reitoria alega que o piquete fere o direito de ir e vir em patrimônio público e aciona a Polícia Militar, que a partir do dia 3 ocupou o campus. Estudantes tomam partido e manifestam também contra o exímio programa da Univesp de licenciatura a distância, que com certeza vai contribuir poças para a educação no país, e pedem a saída da PM. Violência.

Violência

Certo ou errados, o hipopótamo e o escorpião.

domingo, 7 de junho de 2009

Quem é o culpado?



O povo do Zimbábue teve o que mereceu, dizem alguns mais céticos, ao elegerem (muitas vezes) o tirano Robert Mugabe como seu presidente, e permitindo o contínuo aumento da inflação e a perpetuação da crise econômica do país, crise de uma enormidade impressionante para qualquer um com um pouco de senso de realidade. Mas até que ponto esse povo- e esse presidente- devem ser julgados?

Eleito em 1980 primeiro ministro, foi uma figura essencial para a independência, em abril desse mesmo ano, de um país frágil, atrasado e necessitado de líderes como este, que anteriormente fora preso e exilado por lutas a favor de seus ideais. Mas que em 2005 já afirmava que deixará a presidencia apenas quando completar cem anos de idade, e não há quem o negue, da mesma forma que não há quem prove que as eleições são sempre legítimas.

Após se tornar presidente, com a extinção de seu antigo cargo, tratou de centralizar seu poder, impondo o presidencialismo, promoveu bons ajustes no sistema educacional, elevou a qualidade de vida, tudo bem, até a sua ideia de reforma agrária aparecer, com o confisco, em 2000, de terras de proprietários brancos, acompanhado de uma matança comparada por alguns ao holocausto da Alemanha nazista, para dar aos negros, o que foi determinante para o início da atual crise pela qual passa o Zimbábue, onde a inflação chegou a 231 000 000% ao ano, onde famílias levam quilos de notaz zimbabueanas para um almoço de domingo, onde em 2004 68% da população vivia abaixo do nível da pobreza.

Mugabe atrbui a crise às sanções impostas pelos governos ocidentais, mas a verdade é que não há como saber se seu impeachment ou qualquer outra maneira de retirá-lo do poder seria o suficiente para acabar com a situação. Apesar de ser inegável que ele mereça uma lição, qual é a força de um povo pobre, doente e necessitado em um momento como esse?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Acusticando o Rock



Henrique Hawle

apresenta

Acústico Especial de Despedida!!

Confira as atrações!!

Zaíra (voz feminina)

Fábio (acordeon)

Rafael (voz)

DeGhustas

Senhores Fulanos


5ª feira - 07/05

Lone Star Pub

Rua Ministro Rocha Azevedo, 1096, Jardins. (3082-6408)

Horário: 22h00

Entrada:R$5,00


Ai pessoal, não esperem muito de mim, porque não deu tempo de ensaiar muito tá?E é só uma participaçãozinha especial de quatro músicas. Fica o convite aí, se tiverem tempo e disposição :)

Fábio Andó Filho

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Música Paulistana (beta)

São Paulo é uma das cidades mais importantes do Brasil e, certamente, a capital cultural do país. Isso deriva de grandes quantidades de manifestações artísticas, e difere-se de outras regiões do país por apresentar uma enorme diversidade. São Paulo foi palco de um dos eventos mais importantes de expressão artística na terra da palmeira, a Semana de Arte Moderna de 1922, é pólo de atração de exposições internacionais de arte seja contemporânea, barroca, o que for, apresenta grande concentração de bons teatros como o Oficina, e de importância histórica como o Arena, tem uma enorme capacidade no cenário de música underground, tem dança, orquestras, foi berço de grandes autores como Mário de Andrade e Monteiro Lobato (Taubaté). O problema é que essa grande força de expressão não está presente no cotidiano da correria.

Pelo mundo afora, as capitais culturais, que são, geralmente, as maiores cidades, criaram o hábito de intercalar arte com a rotina. Andar em Montréal, a capital cultural do Canadá, é conviver com esse hábito, ninguém passa por nenhuma estação de metrô que não seja acariciada pelos talentosos jovens e velhos músicos. Em Buenos Aires, quem nunca ouviu falar de apresentações de Tango na rua ao som agradabilíssimo do tradicional bandoneon? Na Cidade do México, os músicos apresentam-se dentro dos próprios vagões de metrô, em meio à multidão que sai a trabalho, que pode relaxar e apreciar o que representa a melhor das invenções da humanidade. Em Paris, as pessoas cantam até nos cabelereiros (ver). E na nossa querida terra da garoa? Vi três em toda minha vida e até divulgo-lhes, pois merecem respeito. Um toca violino em alguns fins de tarde pela saida de baixo do metrô Clínicas, outro toca flauta transversal em raros poentes na saida da Vergueiro no terminal Ana Rosa, outro o violino ao lado da Catedral da Sé.

O ato de expressar-se artisticamente em público, cruamente, na rua, é constantemente associado à mendicância. Deve-se eliminar tal preconceito, e deve-se passar a reconhecer o que há de belo, enquanto as pessoas contribuem com a construção de um cenário urbano mais agradável, outras, ignorantes e inexpressivas, atribuem significados injustos, fruto da furtividade social. Não obstante, a prática de arte em público resulta em aprimoramento do amadorismo, desalienação da massa aculturada, desafloração de ânimos reprimidos, colaborando com a construção de uma paisagem mais lépida.

A minha intenção é tentar lutar por uma causa que muitos consideram fútil. Tento fazer com que as pessoas tomem a inciativa de expressar-se sem medo de serem reprimidas. Como aspirante à músico, sei que todos buscam serem reconhecidos e buscam indivíduos que apreciem sua arte. Também acredito que muitos conseguirão alguns arrecadamentos, que não serão tão módicos, pois muitos transeuntes incentivarão aquilo que os faz bem. Chamo essa minha tentativa de projeto de Música Paulistana, e é uma simples vontade de trazer charme à essa cidade de contrastes, cores e ritmos. Inicialmente, não apresento nenhuma proposta concreta (por isso o beta), e sim um apelo aos dezenove milhões de habitantes (ou a meia dúzia que lerá esse artigo) que fomentem as envies de músicos e artistas amadores para que saiam do casulo e mostrem suas asas que nasceram para serem vistas.

Essa proposta, apesar de individual, é empática à do Governo do Estado de São Paulo,que meses atrás lançou um projeto (o qual não me recordo o nome) de incentivo à apresentação de bandas independentes de composições próprias em pontos públicos e importantes da cidade, não sei ao certo que fim deu. Há também o projeto de música da América Latina que ocorre no Terminal Rodoviário do Tietê. O Governo põe à disposição legislação que possibilita projetos culturais mais exigentes( ver). A cultura é sim importante, e todos devem contar com o apoio do Estado, ninguém é reprimido por isso e o país só tende a melhorar.

Espero, sinceramente, que a nossa cidade chegue um dia ao status de primeiro mundo, mas não somente no âmbito político-sócio-econômico, mas também no cultural, educacional e intelectual. Mãos à obra.


Inspirem-se: Beirut - Nantes (Paris)
Beirut - The Penalty (Paris)


Non dvcor, dvco.



Fábio Andó Filho


A nossa humilde tentativa:
(foi divertido pacas)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Três epitáfios sem compromisso.

Viveu, matou, morreu. Cantou, gritou, calou. Jogou, estragou, assistiu. Participou, competiu, torceu. Abriu, puxou, passou. Plantou, comeu, pastou. Deixou, herdou, comprou. Aprendeu, copiou, repetiu. Escreveu, traduziu, citou. Cedeu, roubou, ganhou. Dançou, mexeu, trepidou. Levantou, caiu, tropeçou. Curtiu, avelhentou, envelheceu. Respeitou, invadiu, ausentou. Pé, sentado, transe. Acordou, baladou, dormiu. Escolheu, foi, ignorou. Mudou, carcomeu, parou.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Doblepensar (1984)

Tudo tem uma explicação. Não é tão fácil chegar ao fim.Eu comecei apenas simpatizando, nós tínhamos amigos em comum, frequentávamos os mesmos ambientes.Minha vontade foi se desenvolvendo em necessidade. Eu precisa sentí-la na minha boca. Cansei de ver só na dos outros. Foi então que resolvi experimentar, fui tentar minha sorte.
Nem acreditei que consegui. E foi uma das melhores sensações que senti na minha vida. Acho que minhas pernas até tremeram de euforia. Basicamente os melhores minutos do ano.
E por um tempo ficou só naquela noite. Demorei pra vê-la de novo, cerca de uma semana. A semana da bad. Quando a vi novamente, fui contido. Trocamos até juras de amor em pensamento, mas ninguém quis tocar no assunto. Passamos o dia inteiro juntos e nada, eu tentei parar.
Mas dias depois nos reencontramos e fomos a um barzinho. Não tive controle. A enrolei em mim e em meus lábios a tive novamente. Esses momentos são indescritíveis.Passado alguns minutos, entrei em crise. Me pareceu não mais sulficiente aquelas condições. Queria algo mais forte, mais concreto, mas o medo bateu à porta novamente. Mandei-o embora. E em um abraço meigo cheirei. E descobri que não havia algo melhor. Poderia me deixar aceso por mais dias o cheiro, desde que andasse sempre comigo. E assim passou uma semana.
Sinto agora que estou próximo do fim. O avanço final. E esse receio de que não dure é muito deprimente. E se não der certo, é minha primeira vez.
Mas vou em frente. Vou levando até chegar o grande dia. Tenho medo(de novo) de não voltar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Passo

A pé sentia o pó firmar-me o passo,
caminhada velha no escuro dia.
A fumaça no alto - tragava um maço,
inadvertido, nessa estrada fria.

Sabendo da tarde o fim, via o laço
do sol a desabrochar, e seguia,
mesmo notando que já o cansaço
apertava-se em mim, qual cobra esguia.

Eu andava sem saber que fugia,
sem saber que a fadiga era uma via
que a sincera ausência do teu abraço

escolhera para mostrar que eu perdia.
E na morte do sol vi a ironia
de querer ser sem saber o que faço.




Mais que feliz pelo convite, valeu Fabinho. É um prazer enorme poder participar.

http://rocolmar.blogspot.com

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O náufrago

Eu quis te moldar
Pois não me adequei ao seu pensar
Embora isso me conquistou
Busquei o melhor para nós dois

Ou só pra mim eu não sei
Só sei que amei que amei
Que amei o seu olhar
E naufraguei no seu sertão e mar

E mais
Já não há mais porto ou cais
A imensidão é infinitamente
Sem fim e é o que nos faz contentes

É paz
Só teu afeto me satisfaz
Se o mundo gira lentamente
Quem diz que ele não pára pra gente.

Eu sei que cantar não é meu forte, mas dá pra ter uma idéia da idéia.
http://www.youtube.com/watch?v=PwZN84KSMIw