quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Election Night 2044

Elagabalus finally died. His decrepitude sang the complexion of a punished man, though, the shimmering eyes, statically wide open, denounced the one who had been the last one to live on the surface. His mourn was a tremendous failure, there was only his nephew K, who was, by that moment, the older human in life at the age of twenty-four. K was the first offspring of the Stronghold.
By the year of 2010, the world fell into a great depression, the economy dropped and human boasting attitude overwhelmed nature, the environment got muddy. The world has got itself jammed in bituminous disgrace. Elagabalus was the last man to have seen the sun and the moon; by the year of 2044, all humanity lived underground in a world built out of concrete. When Elagabalus died, the reminiscences of the old world died together.
The people of the Stronghold had no identity. As they were a compendium of what once was a global diverse community, they did not share ethnicity, religions or even language. For this, they needed a leader able to conceal so distinctive backgrounds. Elagabalus was a good one, due to his exotic vividness and unusual tan. The human intellect regressed to a bestial level and they would choose their leaders by judging their beauty. That mournful night they would have to call a new election.
The Election Night 2044 was frustrating. None of the candidates has ever had a sunbath. Those diaphanous puppets of Hades were nothing but flesh and bones. Not even a spot of melanin. One could see melancholy frolicking through those empty bodies. How did the world could reach that path? There was nothing, not even beauty. Humanity was lost. Nature was harshly subverted. In 2044, nobody won the elections.


(minha redação para commonapp para a Tufts University.)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lá si dó / nada é autobiográfico

Onze meses antes.

Muita chuva, porque chuva é poético. Menos [poético] que a primavera e muito mais que o sol- desde que sem guarda-chuva.
Uma-hora-e-meia pós-meia-noite:
A noite para um, madrugada para a outra.
Ele ouvia "she's only happy in the sun", ela, "I'm only happy when it rains".
Ela com fones de ouvido, ele não se importando com os vizinhos- a não ser que o incomodassem.
Ele contamplava a lua, ela sonhava com as estrelas;
Mas essa não é uma história de antíteses, porque ambos preferiam a noite. Porque precediam manhãs de sol, sem iaiá nem ioiô.
...
E a noite só não os uniu, porque já eram um; mas nunca seria capaz de desuní-los, apesar de previsível que os separasse um dia (...uma noite).

Que ele prefira as ondas, as tempestades; mas ela a calmaria, que ele diga "sozinho", ela "chega de saudade"; se um for Chico Science e a outra Chico Buarque...
Que importa? Ques importam?
Nem ses.

Só importam onze meses depois. E nunca para ambos.


Paula Zogbi Possari

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quente demais para sopa.

Carboidratos demais;
Açúcar demais;
Barulho, roupas, cérebro

De mais.

Pesado demais;
Arcaico em demasia;
Patinetes, férias, outono

De menos...


Paula Zogbi Possari

domingo, 29 de novembro de 2009

Árvore de Natal.

Ontem cheguei no meu prédio e os dois elevadores estavam no décimo quinto. Para esperar, sentei-me no hall. Em azul e vermelho, a árvore de Natal piscava aos meus olhos. Engraçado, que sensação. Havia anos que eu não parava para contemplar uma árvore de Natal. Aquela que representava paz, desejo, mistério, hoje em dia tão banalizada no cotidiano, cheguei até a reclamar do dinheiro que a síndica gastava com esses enfeites. Estou empedernindo. Não há mais tempo de contemplar. Quando era uma miúdo, sabia de cor cada ponto da costura da estampa dos cobertores de casa, sabia acompanhar todas as linhas do desenho no pano de chão do banheiro. Podia exceder os limites da conta de água por gastar tempo demais observando a trajetória de cada gota d'água no box. Quando estamos crescendo, é importante que observemos para aprender. É assim que assimilamos o mundo. Mas quando adultos, não sei que desgraçante pedância nos faz ignorar. É por isso que quando grandes, paramos de aprender, ficamos secos, grossos, perdemos a nossa humanidade. Quando paramos de observar, de contemplar. Velocidade e compromisso, existem coisas muito mais relevantes que engolem a nossa capacidade de aprender. Daí o elevador chegou e eu tive de correr. Mas isso foi sincero. Quis chorar em frente àquela árvore.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O legal da literatura amadora.

Eu estava assistindo Band of Brothers, e há um episódio chamado "Why we fight" fiquei naquelas de why everything. Daí eu pensei ontem antes de dormir porque escrevo. Cheguei a umas considerações. As considerações são muito pessoais, mas justificam-se.

O Legal da Literatura Amadora.

O legal da literatura amadora é escrever para si achando que está deixando um legado pra humanidade. É legal escrever sabendo que vai sair um monte de besteira e o único crítico é você mesmo. É legal porque ninguém vai estudar aquela sua sacada genial, e se alguém se interessar você vai ter que explicar. O legal é pegar tudo o que você já escreveu e achar algumas coisas muito bestas e algumas coisas que fazem muito sentido. Também é o máximo pensar na sua vida e dividí-la em fases, 1ª, 2ª, 3ª, romântica, realista, simbolista, modernista, vanguarda do seu tempo, e pensar que está inovando. Outra coisa que eu acho fantástica é o fato de (sei lá, pelo menos eu) escrever escrever escrever e não saber conjugar mais de dois verbos em tu ou vós (nem sei o nome dessas pessoas). Mas é legal também quando você lê algo novo e vê que algumas ideias próprias - poucas - batem com ideias de grandes escritores contemporâneos. Legal descobrir que existem coisas simples que você nunca experimentou - aprendi a usar travessões no meio do parágrafo há menos de um mês. Legal também descobrir que as professoras de redação em geral falam merda pra tentar tolhir os frutos da sua imaginação fértil.
O legal da literatura amadora é que, apesar de literatura, é amadora.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dia de sorte. Meia dúzia coisinhas à toa que fazem a vida da gente.

começando pelo mais óbvio, pisei na escola ouvindo uma inspetora gritando pra outra: cancelaram o ENEM, vazou a prova. Ano premiado.
Mais irrisório, na prova perguntavam quatro medidas e repercussões do Marquês de Pombal, o que pra mim foi um desastre.
A lâmpada da sala abaixo à direita explodiu e cheirou gás pelo colégio inteiro.
1° depoimento, imprimiram a prova de recuperação errada para ser aplicada.
2° depoimento, a pessoa rasgou a prova apagando com borracha e logo em seguida, das nove aulas que teria, 4 seriam com a mesma professora de biologia e três com o mesmo professor de matemática.
3° depoimento, a pessoa, ouvindo o Ipod fingiu ser surda para evitar um assalto:
saboyamcphee @fabioandofilho LOL, foi muita sorte! Um até falou "surdo ouvindo fone de ouvido?" e o outro "é surdo sim!! olha pra cara dele" eu: "......"

Foi um dia a ser constado - 01/10/2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Equívoco

Não existe esperança, o mundo é vago, vazio.
O tempo que dura a felicidade é ínfimo se comparado ao tempo das reclamações incessantes e corridas contra as maldições da vida à própria vida.
O amor é pequeno, o único amor que nasce realmente grande é o amor próprio, mas mesmo esse diminui paulatinamente, a medida em que se descobre que nada acontecerá da maneira que foi planejado e toda a correnteza é no sentido contrário àquele- ah, aquele- descrito na poesia.
A poesia é um crime.
Pensar é desnecessário, e imaginar é tentar escapar de uma sina a qual nada pode destruir.
O que são os sonhos? Nada. Ninguém pode lhe ajudar, ninguém. E você não pode fazer nada sozinho.
"First you have to give up".
Os únicos momentos verdadeiros na sua vida são aqueles nos quais a sua maior vontade é morrer, e a segunda maior é a que nada do que foi feito merecesse ter sido sequer pensado.
Ninguém vale nada, nada vale nada.

Mas tudo isso não passa de um grande equívoco. O maior.

sábado, 22 de agosto de 2009

O Milagre de Santa Luzia (o filme)

A sanfona, acordeão, gaita, está diretamente incrustada na cultura popular do povo brasileiro. Expressa os mais belos sentimentos e cantos da história do país, dando voz ao chamamé sulista, ao xote e baião nordestino, à guarânia, à rancheira e à marchinhas de festa juninas. Assim como em outros países como Rússia, Itália, França, Canadá, Alemanha, o acordeon é elemento fundamental integrante do folclore de muitos países, e no Brasil representa um compêndio de toda a diversidade, alegria e festa que o brasileiro carrega.

O Milagre de Santa Luzia é um retrato dessa profunda ligação, descrevendo o cenário das múltiplas faces da cultura brasileira através do abrir e fechar de foles de virtuosos espalhados no país.

Estréia para 28 de Agosto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Beirutando Na Praça. O Evento: 30 de Agosto de 2009

Segundo os preceitos da integração nacional de música e espaço urbano , vem aí um evento que será lindo maravilhoso.

Beirutando Na Praça. Simples e resumidamente é um evento de repercussão nacional no qual pessoas de todo o Brasil apresentarão músicas do Beirut em algum espaço público. Não só um cover é também uma releitura e uma nova dinamização desse grupo já tão dinâmico e inovador.

O Beirut é uma banda formada por Zach Condon, um americano parrudo que bota pra quebrar em composições que não tardam a pegar. Difundido nacionalmente por ser tema da série Capitu pela Globo, quem ainda não conheceu deve correr atrás. Quem já conhece vai deliciar-se com as apresentações do Beirutando Na Praça.

O evento ocorrerá dia 30 DE AGOSTO DE 2009. Aqui em São Paulo será no Parque do Ibirapuera às por volta das 14hs, perto do MAM e será registrado profissionalmente.

Para quem ainda não conhece o Beirutando, vale a pena conferir: Cliquot - Beirutando

Para quem quiser saber mais do projeto e acompanhar as novidades: Comunidade do Orkut
http://www.myspace.com/beirutando http://www.youtube.com/Beirutando http://beirutando.wordpress.com/ www.twitter.com/Beirutando